O cenário das culturas de HF não muda de uma semana para outra por acaso: muda porque o clima vira, a cultura entra numa fase sensível, e alguns dos principais problemas fitossanitários começam a se instalar antes de aparecer visivelmente.
É justamente para ajudar o produtor a antecipar decisões que convidamos DTMs da Syngenta para um Giro HF, um panorama direto, técnico e aplicável sobre o momento do hortifrúti a campo, com foco no que está pressionando a lavoura agora, e no que pode virar dor de cabeça daqui a pouco, se o manejo entrar tarde.
Nesse conteúdo, reunimos as análises dos nossos especialistas para três culturas em destaque: batata (Triângulo Mineiro), tomate (SP e Sul de Minas) e uva (Petrolina).
Um resumo rápido do que nossos DTMs viram em fevereiro
- Batata: a chuva ajudou o vigor, mas também favoreceu doenças fúngicas, com destaque para mancha de alternaria (pinta-preta).
- Tomate: em momento é de pré-transplante, é fundamental cuidar do que é invisível aos nossos olhos, mas está no solo: nematoides e fungos de solo podem reduzir pegamento e arrancada inicial.
- Uva: um primeiro semestre mais chuvoso acende o sinal para míldio e glomerella, principalmente da brotação ao final da floração.
Agora, vamos cultura por cultura.
Batata no Triângulo Mineiro: chuva regular fortalece a lavoura, mas aumenta a pressão de pinta-preta
Na região do Triângulo Mineiro, uma das principais áreas produtoras do país, o cenário descrito no Giro HF é de safra de verão com chuvas regulares e, em alguns momentos, acima da média. Na prática, isso ajuda a batata a se estabelecer bem e ganhar massa vegetativa.
Mas tem um “porém” que o produtor conhece: o mesmo ambiente que favorece crescimento pode abrir espaço para doença fúngica.
Como resume Sebastião Jele, do time de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta:
“Nós estamos na safra de verão, uma safra que vem com um regime de chuvas muito regulares, em alguns determinados momentos até acima da média, o que favoreceu muito um bom estabelecimento da cultura, um bom crescimento vegetativo das plantas. Em contrapartida, muito favorável para o desenvolvimento de doenças fúngicas.”
Qual é o alvo do momento?
O principal alerta apontado para a região é a mancha de alternaria, também conhecida como pinta-preta, uma doença foliar que pode comprometer área fotossintética, enfraquecer o ciclo e “roubar” potencial de produtividade quando ganha vantagem cedo.
E o recado é direto: “é uma doença de difícil controle, que precisa ser manejada desde o início da cultura, sempre de forma preventiva.” alerta Jele.

O que não pode falhar no manejo?
Se o clima segue úmido, a estratégia que mais protege o bolso do produtor é a soma de três pontos:
- entrada preventiva;
- monitoramento bem-feito;
- planejamento de aplicações.
Na fala do especialista, o caminho para rentabilidade passa por execução, não só por intenção:
“Aliar as soluções a um bom monitoramento, um bom planejamento de aplicações, consegue trazer para o produtor mais rentabilidade.”
Para esse cenário, o especialista menciona ferramentas como MIRAVIS® Duo, AMISTAR TOP®, UNIX® e BRAVONIL® Top como parte de um manejo altamente eficiente.
Tomate (SP e Sul de Minas): antes do transplante, o risco pode estar trabalhando em silêncio no solo
Nem todo prejuízo aparece de cara. No tomate, fevereiro é descrito como um período decisivo: os produtores se organizam para o transplante das mudas semeadas no começo do ano. Esse momento é quando a lavoura precisa “arrancar” bem, e, ao mesmo tempo, é quando o produtor tem menos margem para errar, porque qualquer falha no início vira custo acumulado lá na frente.
O que está abaixo do solo (e por isso costuma passar batido)?
O alerta central do DTM André Vilela é sobre aquilo que o produtor não vê a olho nu, mas sente no rendimento: nematoides e fungos de solo.

“É um momento muito importante para nos preocuparmos com aquilo que está abaixo do solo, aquilo que nós não conseguimos ver, que são os nematoides e os fungos de solo.”
E aqui tem um detalhe que prende atenção, e muda decisão: não é preciso estar “tomado” para dar problema.
“Os nematoides e fungos de solo podem estar prejudicando as suas plantas, mesmo você sem saber. Em baixas populações, esses vermes que estão no solo podem abrir porta para a entrada de doenças vasculares, como o verticílio e o fusário.”
Por que isso pesa tanto no transplante?
Porque transplante é “ponto de estresse” por natureza. se o sistema radicular encontra um ambiente desfavorável (nematoide + fungo), a planta sente mais:
- perde vigor e uniformidade;
- demora a retomar crescimento;
- abre espaço para problemas secundários;
- e o produtor paga duas vezes: na produtividade e no custo de correção.
No cenário citado pelo especialista, a recomendação apresentada no Giro HF inclui VANIVA® como ferramenta para esse manejo, com foco em proteção incomparável contra nematoides e doenças de solo.
Uva: a importância de um calendário afiado para míldio e glomerella
Na uva em Petrolina, o recado da nossa DTM Russaika Nascimento é bem objetivo: primeiro semestre mais chuvoso muda o mapa de risco do vinhedo, especialmente nas áreas que estão em brotação até pegamento de fruto / final de floração.
A especialista descreve o padrão climático e o efeito imediato no manejo em sua região de atuação:
“Primeiro semestre em Petrolina é caracterizado por um volume um pouquinho maior de chuvas. O que que a gente tem que ficar ligado? As áreas que estão na fase de brotação até pegamento de fruto, final de floração, elas são muito sensíveis para as doenças fúngicas.”
Míldio: o risco aumenta quando o ambiente já tem esporo

Um ponto que merece atenção (e que, na prática, costuma antecipar a tomada de decisão) é que o esporo já foi observado no campo quando choveu em janeiro.
“Em janeiro choveu e a gente já viu o esporo de míldio. Significa que nosso ambiente já tem o esporo.” alertou Russaika.
Traduzindo: com a continuidade de chuva, tempo nublado e molhamento foliar, a chance de a pressão aumentar é real. Por isso, a fase sensível precisa de manejo preventivo bem amarrado, como ressalta a DTM:
“As chuvas que acontecerem em fevereiro, tempo nublado… A gente vai ter sintomas de míldio na área.”
O que fazer para não ver a doença barrar produtividade?
O manejo indicado no Giro HF enfatiza intensificar o programa, especialmente na janela brotação → final de floração, com foco em produtos específicos para míldio.
Na fala da especialista, entram ferramentas protetoras, como BRAVONIL®, e um translaminar, como REVUS®. Além disso, nossa DTM ressalta:
“E é indispensável, não pode estar fora do nosso calendário de pulverizações, ORONDIS® Ultra.”
Glomerella: o perigo de uma doença que pode “entrar antes” e aparecer só no fim
Além do míldio, a DTM reforça um alerta que costuma pegar o produtor de surpresa: glomerella pode infectar antes e ficar latente, mostrando a conta só perto da colheita.
“A glomerella, você vai ver os sintomas no final do ciclo, mas ela pode ter entrado na sua planta antes.”
Por isso, o recado para o manejo de primeiro semestre é manter preventivos pensando em glomerella, com destaque para a presença de AMISTAR TOP® no manejo e intensificação com SWITCH® quando o período fica mais favorável.
O que esse Giro HF deixa claro: planejamento deve sempre ser focado em antecipar, e não “correr atrás”
Se tem um ponto em comum entre batata, tomate e uva nesse Giro HF é que o maior risco do período está em chegar tarde.
A decisão que mais protege produtividade e rentabilidade, aqui, é simples (mas não é simplista): monitorar bem e planejar melhor ainda, com execução consistente no momento certo e com soluções que sejam sinérgicas, complementares e altamente tecnológicas para a construção da sanidade das lavouras.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.


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